11 de junho – sexta-feira

11 ago

Os dias continuam sendo intensos. Nem que sejam intensos de tédio, mesmo assim intensos. Hoje demoramos para acordar. Tínhamos hora marcada com um vice-presidente da Associação de Produtores Rurais de Mercedes. Luzia saiu meio estressada, não curtiu o cara. É um produtor de eucalipto que defende sua posição. Achei positivo isso, porque expõe o outro lado.

O resto da manhã enrolamos, fomos tentar contato com outras pessoas, nada muito bom. No fim, saímos lá pelas 15h para ligar para uma fonte de importante. Mas era a estréia do Uruguay na Copa. Nada estava aberto. Ninguém atendia telefone. Fomos então direto para a casa da fonte. Pediram que voltássemos depois do jogo. Voltamos e conseguimos a entrevista.  Durante o tempo que esperávamos, aproveitamos o sinal de internet que encontramos em uma praça e Luzia mandou emails. Consegui também baixar um livro.

09 de junho – quarta-feira

9 ago

Chegamso hoje em Mercedes, depois de duas noites em Colonia. Estamos num quarto de hotel muito simples. Certamente é o mais barato da cidade. (em torno de 30 reais para nós dois). Está sendo maravilhoso ter esse espaço só para nós. E por um preço mais baixo que um hostel.

Preciso escrever algo com o que o museu de história indígena me despertou. Preciso retomar algumas leituras: psicologia, antropologia. Acho que o lance é por aí. E ficção, é claro. Vamos nessa.

04 de junho – sexta-feira

4 ago

Finalmente me sento para escrever um pouco. Continuamos na Getúlia. Conseguimos um couch surfer em Colonia, vamos para lá na segunda-feira.

Hoje fomos ao centro em busca de um tal galpão que o Barthes tinha falado, um lugar onde se exporta eucalipto. Não encontramos nada. Erro nosso, saímos em uma cidade que não conhecemos, atrás de algo que não sabemos direito onde é. Mas tudo bem. Temos aprendido com essas coisas.

O Flavio me convidou para entrar no ar ao vivo na próxima terça. Seria muito massa. Será. Preciso dar um jeito de me conectar em Colonia. Ou encontrar um telefone público.

Tenho me inquietado muito com várias coisas. Necessidade de produzir mais, de escrever mais. Essas cobranças de ordem pessoal. Mas é por aí mesmo. Vou aprendendo a ser mais tolerante.

03 de junho

3 ago

É preciso continuar.

Estamos na casa da Getúlia, uma mina muito massa. A casa parece um grande sebo. Tem livro por todos os lados, por todas as estantes, há pilhas atrás das portas e por tudo que é lugar.

Ela me deu um livro de Enrique Syms para ler. Nunca tinha ouvido falar. Muito bom. Jantamos todos juntos, o namorado dela também apareceu. Foi massa.

01 de junho

1 ago

Amanhã cedo sairemos da casa da Marina. Foram dias muito legais aqui. Maravilha. Mas uma hora precisa acabar. Não dá. Temos que nos mover. Sentimos vontade disso.

Ficamos em casa pela manhã. Emails para Felipe, do Mega, leituras de jornal. Almoçamos peixe – a Marina descongelou um peixe para nós. À tarde estivemos pelo centro, visitamos o MuHar. Foi ótimo. Muito lindo.

Comemos e confraternizamos com Marina. Amanhã é outro dia.

Sinto falta de escrever e de estudar antropologia.

30 de maio

30 jul

Terminei hoje a edição do vídeo de Cabo Polônio. Acabei de subi-lo para o Vimeo. Amanhã já estará no blog.

O almoço foi super legal. A Marina cozinhou e ficamos conversando. Mostrei as milongas de Ramil para Breno. Ele me mostrou um livro de poemas de Borges. Gostou muito das milongas, dizia “mira com la hicieran linda” maravilhado. Eu mesmo as ouvi de outra forma.

29 de maio de 2010

29 jul

Fizemos uma pizza e compartimos com Breno. Marina não comeu poi começou hoje sua dieta. Tomamos cerveja e conversamos todos. Me fez bem.

Passei o dia bastante triste. É foda escrever emails e ser simplesmente ignorado. Mas é assim. Hay que acostumbrarse. Seguir adelante. A gente sabe que pouco importa mas na hora dói.

Voltei a me empolgar com a ficção científica. É muito bom o livro que estou lendo. Tenho sempre esperança que um trabalho pop pode me salvar. Será?

28 de maio

28 jul

Acabamos de jantar com Marina e “su pareja’, Breno. Que casal legal de ter conhecido. Já têm seus filhos criados, namoram, cada um tem sua própria casa.

Também entrevistamos Miro, um rapaz da universidade que esteve trabalhando com pescadores. Nos falou bastante sobre a pesca, mas acabamos mais aflitos com a entrevista, já que não confirmou coisas que pensávamos.

Para aproveitar o que fizemos, teremos que trocar nosso enfoque. Paciência.

Hoje senti saudade de Porto Alegre. Também houve um momento de tensão com Luzia. A janta estava ótima, o clima dissipou essas tensões.

27 de maio

27 jul

Muito legal a anfitriã e a casa onde estamos. Esse é o lado legal da rede, possibilitar essas coisas. Quando tiver minha casa, quero receber gente do mesmo modo.

O trabalho está andando como imaginávamos: devagar. Recebemos nosso primeiros nãos e indiferenças. Sabíamos que seria assim, mas é foda quando se vive a situação.

Fomos no museu Torres Garcia. Me decepcionei bastante. É muito pequeno e tem pouquíssimas coisas dele. Ao menos, tem uma lojinha legal. Comprei postais para o Fernando Mazah e para a Angelita – esta estará de aniver dia 15 de junho.

25 de maio

25 jul

De volta ao centro, num hostel. Boa sensação estranha de, de repente, estar adaptado a outro lugar e o espaço que habitava  pela manhã já é só uma sombra na memória.

Ler um pouco. Dormir. O dia não foi tão bem quanto imaginávamos. Agora o lance é descansarmos.

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