28 de maio

28 jul

Acabamos de jantar com Marina e “su pareja’, Breno. Que casal legal de ter conhecido. Já têm seus filhos criados, namoram, cada um tem sua própria casa.

Também entrevistamos Miro, um rapaz da universidade que esteve trabalhando com pescadores. Nos falou bastante sobre a pesca, mas acabamos mais aflitos com a entrevista, já que não confirmou coisas que pensávamos.

Para aproveitar o que fizemos, teremos que trocar nosso enfoque. Paciência.

Hoje senti saudade de Porto Alegre. Também houve um momento de tensão com Luzia. A janta estava ótima, o clima dissipou essas tensões.

27 de maio

27 jul

Muito legal a anfitriã e a casa onde estamos. Esse é o lado legal da rede, possibilitar essas coisas. Quando tiver minha casa, quero receber gente do mesmo modo.

O trabalho está andando como imaginávamos: devagar. Recebemos nosso primeiros nãos e indiferenças. Sabíamos que seria assim, mas é foda quando se vive a situação.

Fomos no museu Torres Garcia. Me decepcionei bastante. É muito pequeno e tem pouquíssimas coisas dele. Ao menos, tem uma lojinha legal. Comprei postais para o Fernando Mazah e para a Angelita – esta estará de aniver dia 15 de junho.

25 de maio

25 jul

De volta ao centro, num hostel. Boa sensação estranha de, de repente, estar adaptado a outro lugar e o espaço que habitava  pela manhã já é só uma sombra na memória.

Ler um pouco. Dormir. O dia não foi tão bem quanto imaginávamos. Agora o lance é descansarmos.

24 de maio

24 jul

Ontem esqueci de escrever. Hoje é nosso último dia na casa do Paulo. Amanhã sairemos cedo e rumo a um hostel, depois para a casa de outra amiga, via couch surfing.

Ontem fomos à feira de Tristán Narvaja. Impressionante o tamanho da feira. Encontrei alguns livros que tive vontade de comprar, todos caros. Fora da feira, havia sebos abertos. Comprei três livros por 50 pesos (quase cinco pilas) Muito barato. Ficção científica, literatura uruguaia, poemas de Pablo Neruda.

Depois fomos ao parque Rodó. Paulo disse que estaria lá, escalando, mas não estava. Disse ter chegado mais tarde. Mesmo assim, havia alguns escaladores ali. Era muito bizarro: numa cidade sem morros ainda há gente teimando em escalar. O ponto de escalada só existe porque foi preciso abrir um morro par que uma via urbana o atravessasse. Então, dos dois lados da via, há gente escalando.

22 de maio

22 jul

Dia começou tenso com a casa. Não sei por quê, começamos a nos sentir um pouco intrusos. Não adianta, a sensação rola de alguma maneira. Mas tudo acabou ficando bem. Os sobrinhos do Paulo vieram aqui pois queriam nos conhecer. Catarina, a mãe de Pedro, os trouxe. Muito queridos. Oito anos tem Marília, e Marco, cinco.

Marília era bastante falante, Marco um pouco mais tímido, mas também muito curioso, simpático e engraçado. Voltaram mais à noite com Viviana, mãe deles. Todos muito amáveis.

Ficamos durante todo o dia em casa trabalhando. Terminei a matéria sobre os hostels. Fiz também o email para mandar ao editor da Trip. Vamos torcer para dar tudo certo.

É muito bom poder ter tido esse contato com as crianças. Coisa que só o couch surfing proporciona. Está sendo muito bom ficar com Luzia esse tempo todo. Temos nos dado muito bem e cada instante ficamos de certa forma mais conectados.

21 de maio

21 jul

Estamos na casa de Pablo, o couch surfing que resolveu nos receber. A noite no hostel foi conturbada, muito barulho dos outros quartos e roncos dos colegas. De manhã, conseguimos postar e divulgar Os Estrangeiros. Às 10h, já estávamos fazendo as malas, às 11h na rua para despachar coisas para o Brasil, passear pela 18 de Julho, almoçar, tentar sacar dinheiro… Mas o saque não deu certo, começamos a ficar tensos com a situação. Conseguimos ligar de um orelhão a cobrar para o BB e resolvemos o problema. O ratão que nos deu as onformações no banco viajou em não nos falar da necessidade de autorizar o uso do cartão no exterior. E não foi por falta de questionarmos. Depois foi uma grande dificuldade para conseguirmos táxi. Começava uma garoa. O taxista não sabia o caminho, ia falando ao celular e olhando um mapa enquanto dirigia. O bairro não parecia dos mais seguros, chovia fino e não havia ninguém em casa quando chegamos. Esquecemos de combinar horários. A tensão foi grande. Mas agora tudo está bem. Paulo é um cara super ativo, muito gentil. Ficamos na cama da mãe dele. Encontrei um livro antigo do Mario Benedetti no quarto. Estou aproveitando para ler.

20 de maio

20 jul

Acabamos de chegar de um encontro com couch surfers. Agora no banheiro, um camarada do hostel perguntou sobre nossos projetos, como andavam nossas entrevistas. Às vezes me sinto meio intimidado com essas perguntas. Mas acredito que logo passa.

Amanhã vamos para nossa primeira experiência em couch surfing. Fico bastante hesitante, mas no geral, vou aprendendo a lidar com isso.

Sinto falta de coisas para ler aqui. Preciso passar num sebo amanhã. É preciso encontrar algum.

Também precisamos enviar coisas para o Brasil. Trouxemos equipamentos em excesso.

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